terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cabelo, cabelo meu: sem você eu sou tão mais eu.

Terça-feira à noite. Como foi meu dia? Chato. Mas não aquele chato do tipo "sem nada pra fazer", mas sim um dia daqueles "sem conseguir fazer nada".
Sem ideias para desenhar. Sem ninguém para conversar. Sem cordas de violão decentes para tocar. Sem inspiração para escrever. Nem mesmo vontade de ouvir música eu tinha! Parecia que estava isolada de tudo o que mais amo fazer.

Mas como a vida não para, não podia ficar me lamentando por causa desses... detalhes. Afinal, que tipo de artista precisa estar em contato com arte? Ha, ha! Que ridículo! É como se precisássemos de oxigênio para sobreviver. Nada muito importante. É claro que foi fácil ignorar o fato de estar acorrentada à "normalidade" do dia a dia e não pensar em como eu era inútil sem minha imaginação fértil habitual. Obviamente, também não passei o dia questionando minha aparência física e me achando tão feia quanto a Suzana Vieira sem maquiagem. Muito menos fiquei fazendo penteados malucos no meu cabelo esperando milagrosamente ter alguma ideia de alguma coisa para fazer.

Mas mesmo que eu não tivesse feito nenhuma dessas coisas acima, tenho que admitir que o meu cabelo estava. Uma. Palha. Dava pra visualizar mulas devorando-o e enchendo a pança com ele ou alguém pondo chocolate por cima e transformando-o em uma sobremesa italiana! Ah, eu precisava fazer alguma coisa quanto a isso.

Penteei, prendi, gostei. Mudei de ideia, soltei e penteei de novo. Tentei por para trás, mas não deu certo. Para os lados também não. Pra frente? Pior ainda.

"Mãe, meu cabelo está horrível!"- reclamei ao entrar na sala.

"Procura alguma receita caseira na internet, ué."

Hum, não era má ideia

Foi então que lembrei do creme de hidratação que tinha no armário do banheiro. No entanto, ele tinha um porém: não podia ser aplicado com as mãos, mas com um pincel, um pente ou uma escova.

Hum, também não era uma má ideia.

Lavei a franja. Peguei um pente, passei e penteei. Fui penteando e penteando até que comecei a enrolar o cabelo nele para espalhar melhor o creme.

Fui enrolando, enrolando e... O pente ficou. Mas esse era só mais um detalhe, resolveria aquilo depois. Primeiro tinha que esperar o produto fazer efeito.

Voltei para a sala olhando para minha mãe com o canto do olho. Distraída com a novela. Ok, eu tinha tempo. Sentei em frente ao computador e esperei dar a hora de lavar o cabelo.

Vinte minutos se passaram. Levantei e fui ao chuveiro tirar o creme, o qual saiu sem nenhum problema. Mas agora o pente...
Puxei para um lado, para o outro, mas nada. Nem se mexia. Como consegui fazer aquilo? Chamei minha mãe para me ajudar.

"Você fez a merda. Você desfaz a merda."

Obrigada, mãe. Fico feliz com sua atitude caridosa.

Mas no fim ela veio mesmo me ajudar a desenrolar o cabelo. Não que tenha adiantado muito porque estava muito, mas muito enrolado. E quanto mais ela mexia, mais ela reclamava. E quanto mais ela reclamava, mais meus tímpanos imploravam por misericórdia.

Peguei a tesoura e fui de volta ao banheiro. Tentei esticar a franja o máximo possível e comecei a raspar a lâmina no cabelo. Não queria ter feito isso, mas não podia viver com um pente na cabeça.

No final, fiquei com uma franja. Minha mãe surtou, quase chorou quando viu. Eu, sinceramente? Gostei. Fiquei feliz sem aquela palha caindo no meu olho e escondendo meu rosto. Além disso, consegui dar umas boas risadas da minha ideia idiota e, no final, eu fiquei com uma boa história para contar.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Pseudo Bipolaridade

Depois de muito analisar, eu cheguei à conclusão de que meu problema pode ser ou loucura, ou inteligência avançada ou retardo mental. Minha "pseudo bipolaridade", no entanto, torna as três opções viáveis de acordo com meu humor.
Se você é Sparta, eu sou Atenas. Você tem a força e eu a estratégia. Não importa se seu exército é mais forte que o meu, eu vou achar um jeito de te pegar de surpresa um dia. 
Mas não importa a rivalidade, no final vamos empatar. Nenhuma guerra dura para sempre, mas espero que a paz sim.
Não me importo com as roupas que você usa ou de que jeito você se comporta. Eu não me incomodarei se você tropeçar aqui ou derrubar alguma coisa acolá. Pode fazer o que quiser com sua aparência também, eu não ligo, apenas não se perca em você mesmo de novo.
Você não tem ideia do valor do seu sorriso, do seu olhar... São esses pequenos sinais que revelam sua verdadeira beleza.
Deixe sua voz fluir como uma brisa de verão, passeando pelos quatro ventos espalhando a musicalidade de seu espírito por todo esse imenso universo.
Sim, sua voz é linda. Ela é a essência de quem você é por dentro. A verdadeira beleza que me encanta e inspira. A beleza com a qual eu me importo.
Inspire-se no Sol e traga a luz aos lugares trevosos. Inspire-se na lua e ajude alguém a levantar como na maré alta. Inspire-se nas estrelas que, mesmo mortas, continuam a brilhar.
"Alguém precisa tomar uma decisão", eles dizem. E esse é o momento no qual eu aqui, tremendo, me pronuncio. Eu posso estar apavorada, mas chegou a hora de ser forte. Se eu nunca tiver outra chance de ter a mesma coragem que estou tendo agora ao escrever às pressas essas palavras, eu só quero que saiba que mesmo depois de tudo o que eu fiz, depois de tantas tentativas de ignorar meus sentimentos por você, seu maravilhoso erro da natureza, eu não consigo mais negar que eu sei que é, sim ,especial. Talvez o amor seja mesmo cego, mas acho que o melhor a fazer é agradecer por ter sido você o felizardo que me apareceu. Se o amor é um presente, ele deve ser recebido de braços abertos e não jogado fora.

Ilusão (crônica)

Sabe aqueles dias que bate uma preguiça tão forte que até respirar cansa? E justamente no dia no qual você tem um zibilhão de coisas pra fazer?
Pois é, esse foi meu dia. Estava cansada demais até para me sentir cansada. Arranjei um objetivo qualquer para me estimular a sair de casa e ir fazer a única coisa que eu nunca tenho preguiça:
Procrastinar.
Sim, eu adoro inventar coisas aleatórias para fazer para não ter que fazer o que eu realmente tenho que fazer. (Fazer, fazer, fazer, fazer.)
Esse texto mesmo entra para a lista dessas aleatoriedades.
Ok, mas voltando à história, como meu objetivo era só uma desculpa para me fazer, fazer, fazer, fazer sair de casa, o resultado foi este ser que vos fala andando a esmo por esse Méier lindo de meu Deus, entrando em toda loja que via tentando entender o que estava fazendo ali.
Em uma dessas lojas (que na verdade era uma farmácia), eis que a criatura aqui acha o sentido de sua jornada. Ali estava ele, olhando para mim, e ali estava eu, pasma, tentando entender como não o tinha percebido antes.
Beauty Drink.
Sempre tivera curiosidade de provar aquilo, mas nunca consegui convencer minha mãe a comprá-lo. E eu ficava ali, namorando aquela embalagem alaranjada, lendo o rótulo que dizia "Concentração e foco são fundamentais. 0% de gordura, açúcar, sódio. Laranja, Tangerina, Acerola & Guaraná" e pensava em quantas vitaminas aquele simples energético possuía. Mas então a fila andava e tinha que me despedir do misterioso e inalcançável Beauty Drink...
Mas isto ficara no passado. Lá estava eu, na porta da Pacheco, com meus vinte reais dentro de minha carteira com temática de morango. Nada poderia me parar naquele momento. Abri a geladeira e agarrei aquela bebida como se fosse um cetro de ouro e dirigi-me ao caixa, poderosa, indomável, sem precisar pedir o dinheiro da mãe para comprar o que eu queria.
Dei boa tarde à moça do caixa, me sentindo como uma rainha. Pouco faltava para que o Beauty Drink fosse meu por direito.
Entreguei os vinte reais e recebi 10,50 de troco. Maravilha! Ainda tinha dinheiro suficiente se quisesse comprar mais um. Abri a embalagem quase não podendo conter a emoção de, finalmente , ter em mãos minha pequena ambição de consumo. Levei a garrafa à boca e deixei meu paladar me guiar...
Era horrível.
Sério, era tão ruim que cheguei a engasgar. Mas o que poderia fazer? O jeito foi ficar lá andando pela passarela da linha do trem tossindo que nem uma fumante, envergonhada por ter gastado 9,50 naquela porcaria. Na volta para casa, sentia que as pessoas olhavam para mim com aquela garrafa na mão pensando: "Nossa, ela tá mesmo tomando 'Beauty Drink'? Ela tem problemas na cabeça?". Logicamente, eu sei que essas são apenas ilusões criadas pela minha mente por ter sido retardada a ponto de comprar um negócio sem gordura, açúcar ou sódio. Não estava na cara que não iria ter gosto de nada?
Bem, acho que nem tudo é o que parece. Fui iludida por um nome em inglês e uma embalagem gradiente. Maldito marketing com suas estratégias de design feitas para estragar as expectaticas dos curiosos! Teria valido mais a pena ter comprado um sorvete no Mac Donald's, aquela sobremesa calórica e gelada, mas que pelo menos é gostosa.
Me pergunto quantas pessoas "Beauty Drink" já conheci e só percebi tarde demais e quantos sorvetes do Mac Donald's eu deixei passar por serem muito "calóricos".
A experiência valeu a pena, no entanto. Agora eu sei como aquela mistura de laranja com tangerina, acerola e guaraná é terrível.
...
Quero provar o de pepino com limão e aloe vera para ver se é bom.

domingo, 3 de maio de 2015

Porque até os inimigos merecem um pouco de amor

Às vezes fazemos coisas sem pensar.
Magoamos sem a intenção de magoar.
Se uma falha tão pequena incomodar
É sinal que algo precisa mudar
O mal aparece quando ignora-se o bem
O bem de quem te ama, e não de um ninguém
A voz alheia não tem som
Quando está em harmonia o coração
A insegurança e o medo de estar errado
Escondem a alegria do dia a dia
A sensação de ser amado
e afastam boa companhia
Não se deixe levar
Pelo primeiro pensamento que surgir
Eles podem confusão criar
E um coração partir

Vamos jogar Pac-man

Vamos jogar Pac-man
Eu vou pra lá e você pra cá
Vamos jogar Pac-man
Correndo dos fantasmas que querem nos matar
O powerup acaba rápido
Então vamos nos apressar
Vamos jogar Pac-man
E comemorar quando essa fase acabar

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Livre estou...?

Por toda minha vida fomos apenas nós. Certos dias rindo e brincando e em outros brigando e chorando. Mas, em qualquer confusão, sempre dávamos um jeito de ficar de acordo... "Tudo bem, vamos fazer do seu jeito", eu pensava. Pedia desculpas, deixava você desabafar e esquecíamos o que tinha acontecido.

Com o passar do tempo, eu venho tentando ser uma pessoa fácil de lidar, obediente, presente e que dá a você o valor que merece. No entanto, dentro da minha jovem cabeça e de meu insensato coração adolescente, constantemente reprimo opiniões e ideias quase que automaticamente para não te entristecer. Eu sei que você me quer bem e vê que meu futuro é brilhante, mas quando você tem medo de que eu possa perdê-lo, eu reflito sobre minha real capacidade de sucesso. Sei que sou inexperiente, diferente de você, mas tudo o que eu peço é uma chance. Uma chance de mostrar a você o meu verdadeiro brilho, sem vergonha de ser quem eu nasci para ser.

Você não pode me proteger para sempre em seus braços. Em algum momento, até mesmo as borboletas precisam abandonar o casulo e esticar as asas. E não adianta esconder que não me apoia em todas as decisões que tomo, eu sei que no fundo minhas ideias te afligem o coração. Mas é assim mesmo, não é? Crescer dói. E muito.  Mas eu não sou a única que precisa deixar as fraldas e desbravar as possibilidades do futuro. Ninguém para de crescer, e isso não é diferente para você.

Sim, eu ainda sou só uma garotinha assustada. Sim, eu tenho medo de viver a minha própria vida, mas o que temo mais é decepcionar você, pois sei que tem expectativas em mim.
Sim, eu me sinto presa em mim mesma, mas talvez não saia da gaiola por medo do que você vai pensar de mim. A opinião alheia não me importa, mas ficaria envergonhada de fazer qualquer coisa que você não aprovasse. Eu te amo muito, muito mesmo, mas não posso mais ser tão dependente de você assim. É difícil, eu sei, mas tudo o que eu te peço é que confie. Em. Mim.

Beleza

O segredo é achar a beleza oculta nas coisas. Tudo o que vemos está vivo de sua própria maneira. Deixe-se envolver por essa vida. Deixe as cores e os sons guiarem-no como em uma dança. Perceba delicadeza da natureza. Sinta a maciez da grama e veja como o vento balança as folhas das árvores, libertando-as dos galhos fazendo-as voar pelos céus. Olhe para as nuvens indo e vindo, se desmanchando e se juntando. Como são maravilhosas as formas que tomam!
Carpe diem. Aproveite o dia. Nenhum é igual ao outro, mas todos têm sua beleza própria, única, assim como a sua.

domingo, 5 de abril de 2015

Jasmim

Tu és livre, cigana!
Seja de alma ou de fé.
Não precisa dos caprichos
De um homem sequer.
Porque és forte, independente
Sábia, valente.
E alegremente vai seguindo
Seu caminho sempre em frente
Tu cantas porque podes
Tu danças porque queres
És mulher livre
Vais aonde quiseres!
Moça formosa
Com asas nos pés
Não esconda-se mais
Pois sei quem tu és
Teu nome é Jasmim!
Ama o céu e a terra
Por fora é franzina
Por dentro é uma fera
Cigana, ciganinha
Ah, eu sei a tua história
Tu sofreste no início
Mas teu destino era a glória
Não importa se o frio
Arranhou teu coração
Foi com ele que aprendeste
A lidar com a solidão
Nas noites escuras
Conseguiste enxergar
Esperança e companhia
Ao ver estrelas a brilhar
Se o Sol é teu rei
A Lua é tua rainha
O Vento, teu valete
E a Terra tua madrinha
Jasmim, ó Jasmim!
Tu sabes que és querida
Tiveste que ir embora
Mas não foste esquecida
Tua risada ainda ecoa
Pelos campos floridos
És eterna, bela flor
Na memória dos amigos

sexta-feira, 27 de março de 2015

Apenas um conselho

Sempre que estiver confuso, pense como um míope sem óculos: tudo que está longe é embaçado, mas ainda assim é possível identificar algumas formas e cores. O que está perto, como é visto com mais detalhes, pode ser utilizado como base para o reconhecimento do que está afastado.
Se suas dúvidas o cegarem, use suas certezas para enxergar.
Se o medo do desconhecido o acanha, use o que conhece para ter coragem.
Se a morte é uma ideia que o aflige, use seu tempo de vida para quando ele acabar, você tenha segurança de que tudo o que fez valera a pena.

sábado, 21 de março de 2015

Um herói inesperado

A vida toda fui educada a esperar pacientemente em minha torre por um bravo herói em um cavalo branco vir me resgatar e se tornar meu marido, fazendo de mim uma mulher feliz. Os anos passaram e, seguindo os conselhos de um sábio espírito, desci da torre e me pus a caminhar com meus próprios pés. Vi morte e destruição em todo lugar, mas com o tempo aprendi a purificar meu olhar e comecei a perceber o perfume das flores e o cantarolar dos pássaros que havia em meio àquele caos.
Rastejei em lamaçais, andei em meio ao fogo, perambulei por desertos e corri por ruas desconhecidas, me atirando em toda porta que via para que meu coração arranjasse forças para se libertar das cordas do orgulho. Venci a vaidade de me vitimizar só para ter alguém me dando atenção para ir ajudar aqueles que realmente precisavam de uma mão amiga. Lutei contra o medo de sofrer que tanto me atormentava ao aceitar a vontade de Deus e confiar que qualquer coisa que viesse a acontecer comigo seria voltado para meu bem. As ilusões se foram e os inimigos cederam, deixando meu caminho livre de qualquer tormento.
Agora vejo que nunca precisei ser salva de nada nem ninguém além de mim mesma, a única que poderia me manter trancada naquela torre imaginária. Hoje tenho minha própria espada, meu próprio escudo e sigo pelos caminhos às vezes floridos, às vezes esburacados do mundo em busca da minha prometida felicidade, pois finalmente percebi que aquele bravo herói que me disseram que um dia viria era nada mais nada menos do que a verdadeira forma de minha alma.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Agora

Sem inspiração, sem criatividade, sem nada bom pra fazer. Livros aos montes logo ali na estante, mas sem nenhum interesse em lê-los. "Talvez depois", eu penso, sabendo que "talvez" era na verdade "nunca".
Rabisco em minha tablet por horas, mas nenhum desenho vinga. Gasto tempo no youtube procurando algo interessante para assistir, mas nada.
É então que vejo meu pequeno poodle sentar-se na varanda para aproveitar a brisa daquela tarde tão monótona.
Sento-me com ele e percebo que tudo o que procurava está ali, naquele breve momento: O vento suave, o céu azul, o reflexo do sol nas folhas das árvores, uma boa música e, claro, meu cachorrinho amado ali ao meu lado.
Talvez eu não esteja nas melhores condições criativas agora, ainda mais porque no dia anterior a este não fiquei nada bem de saúde, mas fico feliz em reconhecer as coisas simples do dia-a-dia, nem que eu vá esquecer-me delas daqui a cinco minutos. Eu estou a aproveitá-las agora, e é isso que importa. Mesmo que seja só agora.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Romeo

Romeo está morto!
Gritem pelas ruas, espalhem a notícia! Romeo está morto!
Enterrou-se em concreto e cobriu-se com sonhos perdidos.
Está morto, eu vos digo.
Aquele que um dia mostrara às pessoas como voar agora agoniza embaixo da terra.
Que pesar! Que pesar!
Mas os anjos o assistem
Os anjos não desistem.
Porque sabem quem verdadeiramente é Romeo
Um príncipe encantado transformado em sapo.
Um sonhador cegado pelas obscuridades do mundo.
Sabem também que ele não está morto.
Um anjo adormecido que se perdeu em si mesmo.
E só depende dele, somente dele, acordar.
"Para quê ter pés quando se pode voar?"
Esqueceu-se de que antes de voar é preciso aprender a correr? E antes de correr, aprender a andar? E antes de andar, engatinhar.
Um passo de cada vez, moço.
Muros são construídos pedra por pedra, assim como suas asas serão moldadas pena por pena.
O céu azul espera por ti.

Profissão

"O que você quer ser quando crescer?". Ouvi isso durante muito tempo, desde criancinha, e sempre me sentia pressionada com a pergunta. Tinha que escolher algo legal, afinal, seria o que eu faria para o resto da vida!

Já cogitei ser cantora, veterinária, professora, astrônoma, astronauta, diretora de cinema, atriz, jornalista, desenhista...
E foi então que, aproximando-me da idade da decisão final, questionamentos que por muito tempo amadureciam em casulos finalmente tiveram a coragem e a audácia de querer voar.
O que jornalismo tem em comum com astronomia? "Desenho ou veterinária", como assim?! Tantas áreas diferentes, no entanto tão atrativas aos meus olhos...
Foi então que percebi a interseção. Maravilhar os inocentes olhos das crianças, aquecer o frio e duro coração dos adultos, fazer o dia de alguém melhor. É por esses pequenos atos que minha alma sempre se encantou, eram essas pequenas atitudes que estava disposta a executar pela vida inteira. Esta é minha verdadeira vocação: o bem.
São nos piores momentos que vemos o verdadeiro Amor agir. Uma força tão poderosa capaz de reviver os mortos, curar os enfermos e até mesmo dar asas aos que anseiam pelo voo da liberdade e pelo canto dos anjos.
É por Amor que eu quero trabalhar. É por Amor que eu quero viver. E é por isso que eu sei que, não importa que escolha eu tome, sei que vou encontrar a Felicidade. Porque eu já sei o caminho.