A vida toda fui educada a esperar pacientemente em minha torre por um bravo herói em um cavalo branco vir me resgatar e se tornar meu marido, fazendo de mim uma mulher feliz. Os anos passaram e, seguindo os conselhos de um sábio espírito, desci da torre e me pus a caminhar com meus próprios pés. Vi morte e destruição em todo lugar, mas com o tempo aprendi a purificar meu olhar e comecei a perceber o perfume das flores e o cantarolar dos pássaros que havia em meio àquele caos.
Rastejei em lamaçais, andei em meio ao fogo, perambulei por desertos e corri por ruas desconhecidas, me atirando em toda porta que via para que meu coração arranjasse forças para se libertar das cordas do orgulho. Venci a vaidade de me vitimizar só para ter alguém me dando atenção para ir ajudar aqueles que realmente precisavam de uma mão amiga. Lutei contra o medo de sofrer que tanto me atormentava ao aceitar a vontade de Deus e confiar que qualquer coisa que viesse a acontecer comigo seria voltado para meu bem. As ilusões se foram e os inimigos cederam, deixando meu caminho livre de qualquer tormento.
Agora vejo que nunca precisei ser salva de nada nem ninguém além de mim mesma, a única que poderia me manter trancada naquela torre imaginária. Hoje tenho minha própria espada, meu próprio escudo e sigo pelos caminhos às vezes floridos, às vezes esburacados do mundo em busca da minha prometida felicidade, pois finalmente percebi que aquele bravo herói que me disseram que um dia viria era nada mais nada menos do que a verdadeira forma de minha alma.
Rastejei em lamaçais, andei em meio ao fogo, perambulei por desertos e corri por ruas desconhecidas, me atirando em toda porta que via para que meu coração arranjasse forças para se libertar das cordas do orgulho. Venci a vaidade de me vitimizar só para ter alguém me dando atenção para ir ajudar aqueles que realmente precisavam de uma mão amiga. Lutei contra o medo de sofrer que tanto me atormentava ao aceitar a vontade de Deus e confiar que qualquer coisa que viesse a acontecer comigo seria voltado para meu bem. As ilusões se foram e os inimigos cederam, deixando meu caminho livre de qualquer tormento.
Agora vejo que nunca precisei ser salva de nada nem ninguém além de mim mesma, a única que poderia me manter trancada naquela torre imaginária. Hoje tenho minha própria espada, meu próprio escudo e sigo pelos caminhos às vezes floridos, às vezes esburacados do mundo em busca da minha prometida felicidade, pois finalmente percebi que aquele bravo herói que me disseram que um dia viria era nada mais nada menos do que a verdadeira forma de minha alma.
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